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Oito anos de política indigenista do governo Lula: um balanço
O governo Lula está chegando ao seu ocaso. Em que pesem os altos índices de popularidade, - não totalmente imerecidos, – cabe-nos fazer um breve balanço da sua política indigenista. A proximidade da semana dos povos indígenas nos impele a olharmos com firmeza a quanto foi decidido e feito ao longo desses quase oito anos de administração federal.
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Morrem 12 crianças indígenas no Acre

Notícias - Violência
Chegou a doze o número de crianças indígenas mortas, no período de um mês, por possível contaminação viral – a suspeita é que seja rota vírus – em comunidades localizadas entre os municípios de Santa Rosa do Purus e Manoel Urbano, no Acre (AC). As vítimas são das etnias Hui Nukui (Kaxinawá) e Madjá (Kulina), do Alto Rio Purus. A Procuradoria Geral da República (PGR), por intermédio de sua 6ª Câmara, divulgou a notícia. O ministro da Saúde Alexandre Padilha, no entanto, declarou nesta quinta-feira (19) para a Agência Brasil que não confirma as mortes, mas “que não é a primeira vez que se registram casos de diarreia aguda na região” – uma fala arraigada de contradição e que revela a desinformação do governo federal. 
 

Cresce revolta pelo bárbaro crime que vitimou criança indígena no Maranhão

Notícias - Violência
Está causando revolta nas redes sociais a denúncia do assassinato de uma criança indígena, da etnia Awa-Gwajá, que teria sido queimada por madeireiros na região da terra indígena de Araribóia, no município de Arame-MA. A denúncia foi feita por índios guajajaras à jornalista Alice Pires, da OAB, e a Gilderlan Rodrigues da Silva, do Conselho Indigenista Missionário – CIMI.Segundo Gilderlan, os guajajaras das aldeias Jititiua e Patisal, durante suas atividades de caça, já vinham travando algum contato com o grupo Awá que se encontrava acampado a cerca de 20 km da aldeia Patisal.
 

Kaiwá-Guarani: Vice-Procuradora Geral da República afirma que é ' a maior tragédia indígena do mundo'!

Notícias - Violência

Indignação, raiva, tristeza e impotência. Esses são os sentimentos que se misturam quando se toma conhecimento da sistemática e reiterada agressão ao povo Kaiowá Guarani: Queima de barracos, intimidações, destruição de plantações, sequestros e assassinatos seguido da crueldade do desaparecimento de corpos. Por detrás dessa violência sem fim se encontra o agronegócio no Estado do MS. Os indígenas são vistos como "ervas daninhas" que incomodam os "jardins do latifúndio", diz Tatiana Bonin. O agronegócio e o latifúndio não toleram os indígenas porque os mais de 30 acampamentos às margens da rodovia mantém viva a consciência de que um dia aquelas terras lhes pertenceram, foram o seu tekoha, agora invadida, grilada, roubada e tomada à força. Os acampamentos dos indígenas com seus paupérrimos barracos de lona preta na beira das fazendas interpelam a consciência dos fazendeiros.  Os índios são um "estorvo" em meio à paisagem do gado pastando e da vastidão da soja e da cana-de-açucar. A situação dos indios no Mato Grosso do Sul já foi definida pela vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat como "a maior tragédia indígena do mundo". O sistemático massacre a quem têm sido submetidos foi caracterizado como genocídio pela CNBB. "O sangue desta reconhecida liderança, vítima de uma morte anunciada, clama por justiça e pelo fim da violência que há anos atinge e vitimiza este povo", diz nota da entidade. (Fonte: IHU)

 

FUNAI esclarece que a notícia da morte da criança Awá é 'boataria infundada. Uma mentira'

Notícias - Violência
Em nota de esclarecimento a FUNAI – Regional de Imperatriz veio a público, ontem, 08 de janeiro, esclarecer que matérias veiculadas nesses dias noticiando a morte de uma criança indígena Awá tendo o seu corpo queimado não passou de ‘um boato infundado. Uma mentira’. Uma produção irresponsável de órgãos de imprensa que não souberam ou não quiseram investigar e averiguar o fato. Nos dias de 06 a 8 desse enviou três funcionários daquela Regional para recolher informações in loco. Contatou o indígena Clóvis Guajajara que supostamente foi a principal testemunha, e a fonte da denúncia, –segundo vários relatos divulgados, – e este admitiu que ‘em momento algum viu um corpo queimado de uma criança, que não filmou nada, e que os Awá continuam perambulando nas proximidades da aldeia Vargem limpa, e que os madeireiros continuam no lugar de sempre’.
 

Corpo de criança indígena é encontrado queimado na T.I. Arariboia.

Notícias - Violência
Um corpo completamente queimado de uma criança indígena foi encontrado no dia 3 de janeiro nas imediações da aldeia Vargem Limpa na Terra Indígena Arariboia, próxima de Arame, Maranhão. A suspeita é de que seja o corpo de uma criança indígena Awá-Guajá sendo que nenhum indígena Guajajara da região reivindicou o corpo. Pessoas da região levantam a hipótese que tenham sido madeireiros que extraem ilegalmente madeira na terra indígena a realizarem esse crime hediondo.
 

42 pistoleiros invadem acampamento dos Kaiwá-Guarani e executam o cacique.

Notícias - Violência
No início da manhã desta sexta-feira (18), por volta das 6h30, a comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaviry, município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, sofreu ataque de 42 pistoleiros fortemente armados. O massacre teve como alvo o cacique Nísio Gomes, 59 anos, executado com tiros de calibre 12. Depois de morto, o corpo do indígena foi levado pelos pistoleiros – prática vista em outros massacres cometidos contra os Kaiowá Guarani no MS. As informações são preliminares e transmitidas por integrantes da comunidade – em estado de choque.